RAÇAS E VARIEDADES DE GALINHAS PARA AVICULTURA ORGÂNICA

Med. Vet. Flávio Figueiredo*

A avicultura teve um período inicial quando, em diversas partes do mundo, foram selecionadas populações de galinhas para atender necessidades diversas e específicas, muitas vezes ligadas a determinadas regiões e suas peculiaridades culturais (1800 a 1900). Neste período houve uma estruturação destas populações que acabaram por se consolidarem em “raças puras”. Como exemplo temos as raças Leghorn (mediterrânea), Sussex, Orpington e Cornish (Europa), Rhode Island Red (USA) Brahma e Cochinchina (Ásia).

Logo após a avicultura assume um caráter comercial (1930 a 1970), quando são estabelecidos sistemas de produção ao ar livre, os quais possuíam semelhanças com os sistemas de produção orgânicos de hoje. Surgiram então novas raças, oriundas de cruzamentos entre as raças antigas. Exemplos são a New Hampshire, a Plymouth, a Wyandotte e a Gigante Negro de Jersey, nas quais a produtividade, a precocidade, a docilidade, a capacidade de forrageamento e a rusticidade foram selecionados.

A partir de 1960 a avicultura se desenvolve como uma atividade intensiva, quando o acesso ao ambiente externo foi restringido até se constituir em sistemas totalmente fechados (“industriais”). Para estes sistemas foram selecionadas populações oriundas de cruzamentos das raças puras, mas que sofreram um processo drástico de seleção, formando linhagens com índices produtivos extraordinários. As principais raças utilizadas foram a Leghorn e a Rhode Island Red para produção de ovos e a Plymouth e a Cornish para produção de carne.

Raças puras de produção: Wyandotte, Orpington e New Hampshire e Sussex sendo criadas para utilização como reprodutores em sistemas ao ar livre

Atualmente encontramos diversas linhagens industriais que estão disponíveis no mercado para serem utilizadas na avicultura industrial e que se adaptam também a produção orgânica e sistemas ao ar livre, das quais destacamos as variedades Isa Brown para produção de ovos e Hendrix para produção de carne.

Com o retorno dos sistemas de produção ao ar livre, surgiram novas linhagens também baseadas no cruzamento de raças puras, criadas para atender a nova realidade destes sistemas. A genética SASSO na França a EMBRAPA no Brasil apresentam diversas variedades com este propósito, sendo opções interessantes e com viabilidade econômica para os sistemas de produção ao ar livre. Estas variedades estão disponíveis e podem ser utilizadas com sucesso na avicultura orgânica. ́

Ainda é importante considerar as raças autóctones, que foram selecionadas ao longo de anos em diversas regiões do mundo fixando características produtivas importantes e adaptadas as culturas regionais onde foram estabelecidas.

No Brasil é destaque a raça Canela-Preta oriunda de cruzamentos de raças trazidas por imigrantes no período colonial que sofreram isolamento genético que permitiu a manutenção de suas características até os dias atuais.

A Canela-Preta é encontrada no nordeste brasileiro, e vem sendo pesquisada visando seu aproveitamento em sistemas de produção ao ar livre.

Contudo, as variedades hoje disponíveis para avicultura orgânica ainda deixam a desejar em alguns aspectos. A incapacidade de aproveitar satisfatoriamente os nutrientes contidos nos pastos e vegetais, a necessidade de alimentos com elevados conteúdos protéicos para viabilizar a produção, a baixa capacidade de forrageamento, e a baixa resliência são alguns exemplos de “gargalos” que podem ser superados.

Sem dúvida, as raças puras formadoras e as raças autóctones devem ser resgatadas e preservadas e ainda melhor estudadas, pois se constituem a base genética para seleção de novas populações para serem utilizadas na avicultura orgânica a qual preconiza em seus sistemas de produção o aproveitamento de alimentos alternativos, um baixo impacto ambiental, constante desafio ambiental e a ausência de tratamentos quimioterápicos.

  • Flávio Figueiredo é Médico-Veterinário pela UFPEL, com Mestrado em Bioquímica pela UFRGS. Membro da Comissão de Pecuária Orgânica do CRMV/RS. Atualmente é produtor de ovos orgânicos. Contato: flaviofigueiredo@gmail.com

GUIA RÁPIDO TRANSIÇÃO À PECUÁRIA ORGÂNICA

O Guia Rápido Transição à Pecuária Orgânica foi editado pela UFRGS e produzido no âmbito do Curso on-line Pecuária Orgânica: ruminantes e pastagens, (06/2021- 03/2122), fruto de uma parceria entre o Instituto do Bem-Estar (IBEM) e a Faculdade de Veterinária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ele apresenta de forma resumida a sequência de etapas para uma boa transição do sistema convencional de criação de animais para o sistema orgânico, considerando a legislação brasileira de produção orgânica.

Originalmente proposto para atender os participantes do Curso,  devido ao crescimento da importância do tema no contexto atual e a carência  de informações nesta área, os organizadores resolveram publicar e disponibilizar o Guia gratuitamente para todos.

O Guia foi organizado pelas coordenadoras do Curso, a Med.Vet. Angela Escosteguy e a Med. Vet. Márcia Monks Jantzen,  e contou também com a colaboração de diversos especialistas:  Eng. Agr. Alberto Nagib Miguel , Med. Vet. Maria Helena Souza de Abreu, Eng. Agr. Magnólia Aparecida Silva da Silva  e da estudante de medicina veterinária Fernanda Moreira de Azevedo. Conforme as organizadoras não é parte do documento detalhar o conteúdo ou procedimentos de como fazer, mas sim indicar todos os aspectos que devem ser considerados, sugerindo uma ordem cronológica. 

O GuiA é composto por oito capítulos:

1) Considerações iniciais

2) Situação da propriedade                       

3) Escolha e aquisição dos animais        

4) Cercados e pastagens                          

5) Instalações,  ambiente da criação e bem-estar  animal

6) Nutrição animal 

7) Sanidade animal e biossegurança

8)  Horto medicinal e  farmácia viva local

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    BEM SOLIDÁRIO COM DOAÇÕES PARA MORADORES DE RUA

    O IBEM colaborou com doações para a campanha organizada pela ONG Misturaí. Foram distribuídos 200 kits de higiene para os moradores de rua e certidões de nascimento.
    A Misturaí é uma organização não-governamental (ONG) que atua desde 2018 na Vila Planetário, no bairro Santana, com projetos voltados ao auxílio de famílias necessitadas da região. Para os adultos, oferece os projetos Costuraí e Cozinhaí, desenvolvendo habilidades manuais nas áreas do artesanato e da culinária para formar futuros empreendedores. Já o Gurizadaí oferece às crianças e adolescentes atividades de reforço escolar, oficina de informática e aulas de inglês. Com a pandemia, a Misturaí também passou a atuar na área da assistência social, distribuindo cestas básicas e kits de higiene para cerca de 200 moradores de ruas e 100 famílias carentes. Também oferece café da manhã, lanche na tarde e jantar para a população carente, de segunda-feira a sábado. Outra ação é a arrecadação e doação de agasalhos e cobertores.

    A vez dos alimentos orgânicos

    Por Angela Escosteguy*

    A pandemia foi um sonoro tapa na cara da humanidade. Nos mostrou o quanto precisamos de um sistema imunológico forte e de um ambiente saudável, apesar dos nossos avanços tecnológicos.

    A preocupação em fortalecer as defesas naturais com dieta saudável provocou um aumento no consumo dos alimentos orgânicos em diversos países. Estudos na Europa relatam que mesmo com a crise, em 2020 houve aumento de cerca de 40% no consumo. Alguns chegam a firmar que o aumento só não foi maior porque não havia oferta.

    Além disso, o Relatório da FAO sobre a Covid-19, publicado no ano passado foi muito claro ao afirmar que dentre as causas da pandemia estão a destruição dos ecossistemas e os confinamentos dos animais e que, se isto não for modificado, novos surtos virão. Neste contexto, os sistemas orgânicos e de base agroecológica assumem uma importância crescente. Há mais de 70 anos eles vêm se desenvolvendo com base nos princípios que incluem cuidados com os ecossistemas, com as pessoas e com o bem-estar dos animais. Estudos, como o do Rodale Institute dos EUA comprovam que estes sistemas são mais resilientes, sequestram mais carbono, precisam de menos energia, proporcionam melhor bem-estar aos animais e produzem alimentos de elevado teor nutricional e com menos possibilidades de terem resíduos tóxicos.

    Estas informações vêm propiciando o aumento do consumo dos orgânicos pois além de livres de agrotóxicos, antibióticos, hormônios e outros contaminantes no seu sistema de produção, eles também têm mostrado serem mais nutritivos que os convencionais, na maioria dos estudos comparativos, embora haja variação conforme o solo e período do ano. Segundo a Universidade de Medicina Natural dos EUA, alimentos orgânicos fornecem níveis significativamente maiores de vitamina C, ferro, magnésio e fósforo do que as variedades não orgânicas dos mesmos alimentos. Citam também benefícios claros para a saúde do consumo de produtos lácteos orgânicos em relação à dermatite alérgica. Pesquisa do British Journal of Nutrition concluiu que leite e carne orgânicos são mais nutritivos que os convencionais pois contém 50% mais ômega 3. Estes resultados também foram encontrados na manteiga, iogurte, nata e queijos. O ômega 3 é um ácido graxo essencial fundamental para o crescimento, com importante função na prevenção e tratamento de doenças cardíacas, hipertensão, artrite, câncer, inflamações e desordens autoimunes. Numerosos estudos científicos, incluindo os do FIBL- Instituto de Pesquisas em Orgânicos, da Suíça, e da Universidade da Califórnia, comprovaram que carnes de animais alimentados em pastagens, como os orgânicos, têm mais ômega 3, além de maiores níveis de vitaminas A, E , CLA e menos gordura saturada e trans que carnes não orgânicas.

    Conforme dados publicados este ano pelo FIBL com base em dados coletados em 2019, o mercado de orgânicos movimentou 106 bilhões de euros, está presente em 187 países e conta com mais de 3 milhões de produtores devidamente cadastrados. Aqui no Brasil, segundo uma pesquisa da realizada pela Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), através da Associação de Promoção dos Orgânicos (Organis) a produção orgânica brasileira registrou um saldo bastante positivo em 2020 com um aumento de 30 a 50% conforme o produto, além de triplicar a produção devido à grande demanda. A gama de produtos é variada, não somente os tradicionais hortifrutigranjeiros, mas também ovos, mel, carne bovina e de frango, leite e derivados. Além da preocupação com alimentação saudável também observa-se aumento da preocupação com o ambiente e com os animais, o que vem impulsionando o desenvolvimento da pecuária orgânica, cujos princípios básicos são bem-estar dos animais e preservação dos ecossistemas nas criações de animais em pastagens.
    A concepção de qualidade dos alimentos está evoluindo. Durante muito tempo eram considerados apenas os parâmetros do próprio alimento, tais como sanidade, sabor e valor nutricional. Mas agora estão sendo valorizados e demandados também aspectos que avaliam não somente o alimento em si mas também o sistema produtivo utilizado. Consumidores além de buscar alimentos de mais qualidade, se sentem felizes em apoiar os produtores rurais que são cuidadosos com os animais e com o ambiente, e passam a buscar nos rótulos dos alimentos estas informações. É o chamado consumo ético.

    *Angela Escosteguy, médica-veterinária, diretora do Instituto do Bem-Estar (IBEM).
    Artigo publicado no jornal Sul 21, em 09/10/2021.

    IFOAM CONCEDE PRÊMIO PARA A DIRETORA DO IBEM

    Angela Escosteguy, diretora do Instituto do Bem-Estar (IBEM) recebe Prêmio da IFOAM por atuação no movimento orgânico.

    A cada três anos a IFOAM – Federação Internacional de Movimentos de Agricultura Orgânica realiza o Congresso Orgânico Mundial para compartilhar experiências, inovações e conhecimentos e logo após realiza a sua Assembleia Geral com associados de todo o mundo. O 20º Congresso Mundial ocorreu este ano, de 06 a 10 de setembro, na França, na modalidade semi-presencial. Logo após o Congresso, os associados da IFOAM realizaram a Assembleia nos dias 13 e 14 para escolha da nova diretoria e aprovação de moções e diretrizes. A nova diretoria tem as atribuições de supervisionar, apoiar e promover o crescimento do mercado orgânico global, treinar líderes orgânicos e facilitara capacitação para os produtores orgânicos.

    Na ocasião também foi concedido Prêmio em reconhecimento a importantes trabalhos realizados para seis pessoas de todos os continentes. Pela América Latina, recebeu o prêmio Angela Escosteguy/IBEM/BRASIL. Os demais foram Otto Schmidt da Suíça, Mwatima Juma da Tanzânia, Zheijang Zhou da China, Brian Baker dos EUA e Jan Deane do Reino Unido.

    O próximo Congresso Mundial ocorrerá em 2024, em Tuniz, na Tunizia.

    PECUÁRIA ORGÂNICA NA CASA DO VETERINÁRIO NA EXPOINTER

    A pecuária orgânica foi o tema de um debate promovido pela Comissão de Pecuária Orgânica do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul (CRMV-RS), neste sábado (11), na Casa do Médico Veterinário no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, durante a 44ª Expointer. O evento contou com a participação de Angela Escosteguy, coordenadora da Comissão e Presidente do Instituto Bem-Estar (Ibem); Márcia Monks Jantzen, professora da Faculdade de Medicina Veterinária da UFRGS; e Eduardo Antunes Dias, professor da FURG – Campus São Lourenço do Sul.
    De acordo com Angela, o tema de como a humanidade vai produzir alimentos de qualidade sem agredir os ecossistemas e com respeito aos animais é de importância crescente no mundo atual. No entanto, ao mesmo tempo, aumentam as acusações de que a criação de gado prejudica a saúde e o meio ambiente. Para Angela Escoteguy, essas alegações são válidas para o modelo convencional, mas não para o orgânico. “O sistema ultraintensivo agride o meio ambiente, o bem estar dos animais e pode trazer resíduos tóxicos aos alimentos, bem diferente dos sistemas orgânicos, que preservam a biodiversidade e tratam os animais com respeito e ética, além de gerar alimentos com qualidade nutricional e níveis de contaminação muito baixos”, destacou.

    A coordenadora da Comissão de Pecuária Orgânica do CRMV-RS destacou que o modelo de produção agroecológico vem crescendo fortemente, e é de grande importância para o Rio Grande do Sul, um estado onde a pecuária faz parte da cultura tradicional. “A criação de animais é fonte de renda, trabalho e alimentação de muitos produtores. Discordamos da posição de que a pecuária é nociva. Temos uma proposta de produção saudável e mantendo nossa cultura ligada à criação de animais”, afirmou.
    No Brasil, a produção orgânica já possui legislação desde 2010 e está bem regida por regramentos que instituíram os selos de produto orgânico, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). No entanto, segundo Márcia Monks Jantzen, enquanto a área vegetal já demonstra forte evolução, a área animal ainda possui uma grande demanda que não está suprida. “Estamos realizando um trabalho de desenvolvimento desse setor, atuando tanto dentro de universidades quanto entre a classe de médicos veterinários e zootecnistas, discutindo desafios e mercado desse tipo de alimento”, afirmou.
    Márcia apresentou números divulgados pela Embrapa em 2020 que apontam para um crescimento anual de 14,5% no mercado brasileiro de orgânicos entre 2014 e 2017. “No caso da pecuária orgânica, esse aumento no período ficou entre 20% a 30%”, destacou.

    Para Eduardo Antunes Dias, na pecuária orgânica o importante é a diversificação e a otimização dos processos. “Ela permite uma melhor ciclagem dos nutrientes para diminuir a entropia e melhorar a eficiência da circulação de energia entre os sistemas de produção”, comentou. Além disso, o modelo gera um produto final de qualidade, que atende a população em termos de saúde e tem baixo impacto no meio ambiente.
    Dias destacou que o Rio Grande do Sul possui o bioma pampa, que é herbáceo e tem vocação de utilização para a pecuária. “Temos aqui uma excelente oportunidade de mostrar para o mundo que podemos preservar um bioma e ter produção nele, sem explorá-lo, mas utilizando o meio ambiente de forma inteligente, com produção de alimento mas conservando a biodiversidade de um ecossistema”, disse.

    Presente também no evento, a Dra. Lisandra Dornelles, Presidente do CRMV/RS.

    COMISSÃO PECUÁRIA ORGÂNICA DO CRMV-RS LANÇA CARTILHA COM RESULTADADOS DE QUESTIONÁRIO VOLTADO AO TEMA

    A produção e consumo de alimentos orgânicos de origem animal, como o leite, carne, ovos, mel e derivados, vem crescendo consideravelmente nos últimos anos. Embora o tema seja regulamento por lei no Brasil, há mais de 10 anos, o conhecimento sobre o assunto ainda é pouco difundido. Exemplo disso, são os cursos de Medicina Veterinária e Zootecnia, que ainda não têm como disciplina obrigatória na graduação questões ligadas às criações orgânicas.

    Para auxiliar na difusão do conteúdo, a Comissão Pecuária Orgânica do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul (CRMV-RS), pioneira no Brasil, lança nesta quarta-feira (12) a cartilha “Conhecimento e Interesse em Criações Orgânicas.” A publicação reúne diversos dados coletados através de um questionário, realizado de forma on-line, que obteve durante mais de um mês mais de 500 respostas de médicos veterinários, zootecnistas e outros interessados no tema, com o objetivo de avaliar o grau de interesse e conhecimento em relação ao assunto. Com base nas respostas, a comissão pretende planejar ações, eventos e publicações de materiais técnicos.

    “Em tempos de tantas críticas generalizadas à pecuária, é importante entender a relevância da produção de base agroecológica, que replica os padrões naturais e as funções ecossistêmicas dos herbívoros e gera alimentos de alto valor nutricional, trabalho e renda para milhares de pequenos, médios e grandes produtores rurais de todo país. Este questionário se propôs a trazer o tema para discussão e ao mesmo tempo colher informações sobre as demandas, em especial dos médicos veterinários e zootecnistas”, comenta a coordenadora da comissão, Angela Escosteguy.

    O período escolhido para lançar a cartilha também é especial. No mês de maio, comemora-se o Dia do Zootecnista. Pensando nisso, a comissão traz uma homenagem ao zootecnista e ex-colega de comissão, professor Harold Ospina Patino, falecido em 2019. Além disso, no próximo mês se dá início a Semana do Alimento Orgânico, data importante para divulgação do tema.

    A cartilha está disponível em:

    ➡️Site
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    ➡️Instagram
    ➡️Twitter

    O QUE MUDOU NA NOVA LEGISLAÇÃO DA PECUÁRIA ORGÂNICA?

    O canal Futuro com Floresta promoveu uma entrevista sobre as mudanças normativas com a publicação da Portaria nº 52/2021 do Ministério da Agricultura que interferem na produção de produtos de origem animal orgânicos e agroecológicos é o tema desta entrevista.

    Assista  AQUI a entrevista completa.

     

    Participaram da entrevista:

    Julia Neves, Médica Veterinária e Professora do curso superior em Tecnologia em Agroecologia do Instituto Federal de Brasília.

    Angela Escosteguy, Médica Veterinária e Presidente do Instituto do Bem-Estar.

     

    Iniciativa em parceria com o Núcleo de Estudos em Agroecologia – NEA Camdombá do IFB.

    No intagram: @nea.candomba https://www.instagram.com/nea.candomba/

    No facebook: https://www.facebook.com/neacandomba/

    O conteúdo também estará disponível no canal do Pod Cast Chá com Agroecologia disponível no Spotify: https://open.spotify.com/show/2NPTB8I…

     

    CURSO PECUÁRIA ORGÂNICA: RUMINANTES E PASTAGENS

    O Instituto do Bem-Estar (IBEM)  em conjunto com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul através da Faculdade de Veterinária, dentro do PROGRAMA FAVET Sustentável  promove o Curso Pecuária Orgânica: ruminantes e pastagens, na modalidade EAD (virtual) que ocorrerá a partir do mês de junho, através da plataforma Hotmart.

    Objetivo do curso

    O curso visa qualificar pessoas de diferentes origens da nossa sociedade para manejar ruminantes e pastagens dentro das normas brasileiras dos sistemas de produção orgânica que foram alteradas recentemente pela Portaria n.º 52 de 15 de março de 2021.

    Público alvo

    O curso é aberto à comunidade em geral e visa repartir conhecimentos para qualificar produtores, estudantes, técnicos, consumidores, comerciantes e público em geral. Para seguir o curso é aconselhável ter cursado ou estar cursando graduação ou curso técnico na área de veterinária, zootecnia, agronomia, biologia, ecologia ou permacultura ou ao menos ter familiaridade com animais ou com o setor agropecuário.

    Benefícios de quem fizer o curso

    – Saberá o que proibido, o que é obrigatório e o que é recomendado fazer para  criar animais no sistema orgânico, de acordo com legislação brasileira.

    – Conhecerá as possibilidades de manejo de pastagens e de animais de acordo com os diversos biomas e realidades.

    – Terá uma noção do mercado de orgânicos, para aproveitar a demanda local e mundial de alimentos orgânicos de origem animal.

    Estrutura do curso

    O curso compreende:

    • Aulas gravadas com acesso por 6 meses após a matrícula.
    • Acesso ao Grupo Exclusivo de alunos via WhatsApp.
    • Material de apoio: textos e vídeos indicados.

    CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

    Modulo I – Boas vindas e informações sobre o Curso

    Módulo II – Contextualização e bases

    •  1: Produção animal com qualidade de vida para todos
    •  2: Sistemas da produção de alimentos
    •  3: Bases, princípios e requisitos gerais do sistema orgânico

    Módulo III – Legislação brasileira de produção orgânica: o que é obrigatório,  o que é recomendado, o que é proibido

    •  1: Início, documentos, conversão,  aquisição de animais
    • 2: Nutrição animal
    • 3: Ambiente da criação, bem-estar, manejo e reprodução
    • 4: Sanidade e terapêuticas

    Módulo IV: Gerenciamento e Manejo holístico de pastagens

    • 1: Princípios do Gerenciamento Holístico
    • 2: Processos do ecossistema
    • 3: Planejamento holístico do manejo do pastejo
    • 4: Planejamento da propriedade

    Módulo V: Pastoreio Racional Voisin – PRV

    • 1: Apresentação e fundamentos do PRV
    • 2: Formação e manejo de pastos
    • 3: Manejo dos animais em PRV
    • 4: Desenho de um projeto PRV

    Módulo VI : Sistema Silvo Pastoril

    • 1: Apresentação
    • 2: Introdução e contexto ambiental
    • 3: Definição, objetivos e tipos
    • 4: Interações entre árvore e animal e árvore-pastagem
    • 5: Interações entre árvore-solo animal-pastagem
    • 6: Cercas vivas, bancos forregeiros e árvores em faixas nas pastagens
    • 7: Tipos de SSP

    Módulo VII – Alimentos e mercado

    • 1: Alimentos, qualidade e certificação
    • 2 : Mercado e consumo consciente
    • 3 : Sistemas alimentares do futuro
    • 4: Produção e Comercialização Animal Orgânica – Case Korin

     

    DOCENTES/FACILITADORES       

    Alberto Miguel – Engenheiro Agrônomo formado pela ESALQ – USP com Mestrado em Produção Animal Sustentável pelo Instituto de Zootecnia do Estado de São Paulo (IZ – APTA – SP) e Pós-Graduação “latu sensu” em Perícias de Engenharia e Avaliações pela FAAP – Fundação Armando Alvares Penteado – SP.  É praticante de Gerenciamento Holístico e consultor em manejo de pastagens.

    André Macke Franck – Médico Veterinário formado pela URCAMP- Bagé-RS, Extensionista Rural da EMATER-RS/ASCAR em Vale do Sol-RS, com Pós-Graduação em Agroecologia e Produção Orgânica- UERGS-RS. Coordenador do Grupo Técnico de Bovinocultura de Leite do Escritório Regional da EMATER-RS de Soledade-RS. Integrante da Comissão de Pecuária Orgânica do CRMV-RS. Integrante dos comitês de saúde & bem-estar e gestão & sistemas produtivos da FIL/IDF- Brasil (Fédération Internazionale du Lait-International Dairy Federation).

    Luiz Carlos Demattê Filho – Médico Veterinário pela UNESP – Botucatu. CEO da Korin Agricultura e Meio Ambiente LTDA. Pós-doutorando na EAESP/FGV no Departamento de Gestão de Operações e Sustentabilidade. Mestrado em Zootecnia em Nutrição Animal pela UNESP – Botucatu. Presidente da Câmara Temática da Agricultura Orgânica – CTAO. Membro do Conselho Estratégico do Programa Nacional de Insumos Biológicos – CEPNBio

    Angela Escosteguy – Médica Veterinária pela UFRGS e Mestrado pelo Instituto Nacional Agronômico de Paris em Ciências Alimentares.  Atuou no  MAPA como coordenadora da CPORG-RS e do GT Nacional de Produção Animal Orgânica. É membro da IAHA – Aliança para Pecuária da IFOAM – Federação Internacional de Movimentos de Agricultura Orgânica e foi Coordenadora da IFOAM/AL. Sócia fundadora e atual Diretora do Instituto do Bem-Estar (IBEM), e atual Coordenadora da Comissão Pecuária Orgânica do CRMV-RS.

    Marcia Monks Jantzen – Médica Veterinária pela UFPEL, Doutora em Ciência e Tecnologia Agroindustrial pela UFPEL e INIA-Espanha. Atualmente é Professor Associado na Faculdade de Veterinária e docente permanente do Programa de Pós-Gradução em Alimentos de Origem Animal (Mestrado Profissional), da UFRGS. Membro da CPORG-RS/ MAPA e da Comissão de Pecuária Orgânica no CRMV-RS.

    Maria Helena Abreu – Médica veterinária pela UFV/Brasil com mestrado em Ciências Agrícolas na Georg-August-Universitaet em Goettingen/ Alemanha com o tema de pesquisa sobre Integração da agricultura com a bovinocultura de leite e Doutorado em “Agroforestería Tropical” (com o tema Sistemas Silvopastoris) no Centro Agronómico de Investigación y Enseñanza (CATIE)/ Costa Rica. Atual Professora Principal e especialista em Sistemas Silvopastoris Departamento de Produção Animal – Universidad Nacional Agraria La Molina, Lima, Perú.

    INSCRIÇÕES

    INVESTIMENTO (R$):

    BOLSA-COLABORAÇÃO ( 10 bolsas)

    Seguindo sua tradição, o IBEM oferece bolsas de 50% de desconto no valor da inscrição para estudantes de cursos técnicos ou superior que queiram retribuir auxiliando os organizadores do Curso e tenham a recomendação de algum professor do seu curso. As atividades solicitadas serão de ordem administrativa relacionadas ao curso, como alimentação da biblioteca on-line, envio de mensagens, preenchimento dos certificados, dentre outras.

    Para solicitar a bolsa o estudante deve enviar para o e-mail: ibembrasil.org@gmail.com os seguintes documentos:

    1. Carta de intenções relatando porque deseja realizar o curso e onde pretende aplicar os conhecimentos adquiridos;
    2. Carta de recomendação de um professor ou orientador.
    3. Certificado de matrícula;

    Será dada preferência aos que tenham possibilidade de usar e compartilhar seus conhecimentos em alguma comunidade, grupo ou associação.

    GARANTIA DE 7 DIAS – seu dinheiro de volta

    De acordo com a plataforma Hotmart, você pode assistir todas as aulas e ter acesso ao bônus exclusivo e se por algum motivo você não ficar satisfeito com o treinamento, basta entrar em contato com o suporte e solicitar 100% o reembolso do valor enviado.

    QUERO ME INSCREVER:

    CLIQUE AQUI:

    https://pay.hotmart.com/J54545743K?bid=1685891582028

    IBEM COLABORA COM CAMPANHA DO MATERIAL ESCOLAR

    Em parceria com a  ONG Peregrinos Revolucionários, o IBEM participou mais uma vez na Campanha do Material Escolar, este ano muito enfraquecida pela pandemia. Foram entregues 63 kits compostos de cadernos, canetas, lápis de cor, cola e borrachas. Este é o 5º ano que o IBEM participa desta iniciativa em conjunto com Claudio Roberto da Costa, da ONG Peregrinos Revolucionários. O objetivo é apoiar as famílias que tem poucos recursos e incentivar as crianças a ir para a escola.

    Na foto, Cláudio Costa e Angela Escosteguy do IBEM entregam o material para Renato Marques da SUVE – Sociedade União da Vila do Eucalipto, bairro Mário Quintana.

    Agradecemos  aos que colaboraram: Paulo Grossi Eireli, Sérgio Fernandes, Márcia Menegatti Arregui, Thais Oliveira, Giane Siciliane da Rosa e Liege Marranghello e Luiza Kliemann do Merkabah. Com solidariedade o mundo fica mais feliz!