QUEIJO COLONIAL NO RIO GRANDE DO SUL: DE PRODUTO DE SUBSISTÊNCIA À RENDA DAS MULHERES DO CAMPO

Por Larissa Bueno Ambrosini*

Foto acima:  Produtores de Queijo Colonial, descendentes de imigrantes italianos – região da Quarta Colônia.

 

Os queijos tradicionais são produtos marcados pela identidade local, uma vez que os recursos naturais e os conhecimentos envolvidos em sua elaboração são frutos da história de diferenciação dos sistemas agrários ao longo do tempo. Eles mobilizam uma sequência complexa de recursos naturais (solo, pastagens, clima) e técnicas (domesticação de plantas e animais, seleção e melhoramento de plantas e animais, receitas de elaboração e afinagem). Por esse motivo, considera-se que os queijos tradicionais constituem patrimônio de um território. No Rio Grande do Sul, há dois queijos tidos como tradicionais: o Queijo Serrano e o Queijo Colonial.

O Queijo Colonial é produzido e encontrado em muitas regiões dos estados do Sul do Brasil. Sua origem está relacionada à imigração europeia, especialmente a italiana e a alemã. O termo colonial tem relação com as “colônias”, ou lotes de terras destinados aos imigrantes quando vieram ocupar essa região entre 1824 e 1900. No Rio Grande do Sul, o Queijo Colonial é um produto encontrado em diferentes tipos de varejo e muito conhecido pelos consumidores, entretanto ainda há poucas pesquisas sobre sua história. O objetivo desse texto é apresentar um dos aspectos dessa história: a alteração do papel desse produto dentro dos estabelecimentos rurais, resgatando a importância das mulheres – principais guardiãs desse saber-fazer.

Produtora de Queijo Colonial, descendente de imigrantes italianos – região do Vale do Taquari.

 

A história do Queijo Colonial no Rio Grande do Sul começa quando os colonos conseguem obter os primeiros animais, depois de construírem casas para as famílias e estabelecerem as primeiras plantações. O leite era utilizado primeiramente para assegurar as necessidades alimentares da própria família. Uma das formas de se aproveitar o leite que sobrava era processá-lo, assim as mulheres, especialmente as de origem italiana, passaram a produzir queijo.

As mulheres, mães e filhas, eram as principais responsáveis pelo trato com os animais, cabendo a elas também a produção do queijo, que era feito nas cozinhas das casas. Os ingredientes utilizados eram apenas leite não pasteurizado, coalho (produzido a partir do estômago de animais) e sal. Esse queijo era consumido após uma semana a dez dias de maturação, e seu formato variava entre redondo, quadrado ou retangular. A maior parte do queijo era consumida pela própria família, porém, algumas peças excedentes eram vendidas ou trocadas. Eram as mulheres que se encarregavam disso, trocando seu queijo por artigos que não podiam produzir, como café, sal, tecidos e cadernos para as crianças. Por ser destinado em grande parte para autoconsumo ou trocas em armazéns locais, o produto não consta nos registros oficiais de produção e comercialização.

Propriedade com agroindústria de queijo na região da Serra Gaúcha.

 

Em meados dos anos 1950, a bovinocultura de leite se desenvolveu no estado, fazendo com que muitos produtores se especializassem e aumentassem a produção de leite. Nesse contexto surgiram também pequenas agroindústrias que produziam queijo e abasteciam as cidades maiores. Ainda não havia regulamentação acerca da fiscalização sanitária, e as pequenas fábricas utilizavam, além de matéria prima própria, também leite de outros produtores.

As principais diferenças com relação ao Queijo Colonial de fabricação caseira eram o volume, os equipamentos e as instalações. Os ingredientes, porém, eram os mesmos, apesar do coalho utilizado ser o industrial. Outro traço distintivo está nos responsáveis pela produção, nesse caso, os homens. Até meados de 1970 essa produção convive com o crescimento da indústria de laticínios no estado e com a evolução da legislação e da fiscalização sanitária, sendo aos poucos inviabilizada por esses fatores.

Paralelamente as propriedades que se especializaram, melhorando o padrão racial dos animais, passaram a produzir leite para indústrias e cooperativas. Nesse momento, a maior parte do leite era vendida, entretanto um pouco ficava na propriedade para produção de queijo. Esse queijo era vendido para amigos e familiares, e o dinheiro da venda era a renda das mulheres.

Após meados de 1990, muitos produtores passaram a ter dificuldades em atender exigências de qualidade e volume demandados pela indústria e aumentaram o volume de leite processado na propriedade. O queijo caseiro passa a ter uma importância maior dentro das propriedades. Sua venda proporciona não apenas uma renda para as mulheres, mas assegura também o pagamento de despesas correntes, como água, luz e telefone.

Apesar do papel do queijo ter ganhado mais importância dentro da propriedade, as mulheres ainda têm papel de destaque, sendo na maioria dos casos, as responsáveis pelo processamento e pela preservação desse saber-fazer.

Forma de madeira utilizada antigamente na produção do Queijo Colonial de formato redondo.

 

O futuro do Queijo Colonial, no entanto, parece incerto. Primeiramente, observamos que o processo de esvaziamento do campo e envelhecimento da população rural atinge também essas propriedades. Mas, constatamos também que as dificuldades para legalização da produção em pequena escala impedem investimentos por parte dos atuais produtores e minam o interesse das novas gerações na atividade.

 

FOTOS: Fernando Dias (Secretaria da Agricultura Pecuária e Desenvolvimento Rural do Estado do Rio Grande do Sul)

* Larissa Bueno Ambrosini. M.Veterinária, Mestre em Desenvolvimento Rural (PGDR-
UFRGS), Doutora em Gestão (Université de Bourgogne/França) e Pós-Doutora em
Desenvolvimento Rural (PGDR-UFRGS). Pesquisadora do Departamento de
Diagnóstico e Pesquisa da Secretaria da Agricultura Pecuária e Desenvolvimento Rural
do Estado do Rio Grande do Sul. E-mail: larissabueno@gmail.com

QUEIJO DO MARAJÓ: TRADIÇÃO, HISTÓRIA E RESISTÊNCIA DE CONHECIMENTOS E DE MODOS DE PRODUÇÃO FAMILIAR

Por Elcio Costa do Nascimento*

Foto acima: Búfalo, animal símbolo da Ilha do Marajó. Acervo pessoal do autor.

A modernização das sociedades baseou-se em um processo homogeneizador de costumes, buscando criar um padrão comum de práticas e hábitos de consumo, oferecendo tanto facilidades na vida diária, quanto uma proposta de qualidade de vida e status social baseado no consumo de produtos e alimentos industrializados. Entretanto, o consumo exagerado desses produtos com elevado nível calórico, gorduras e açucares tem afetado o padrão alimentar atual, ocasionando preocupações relacionadas à obesidade e a doenças cardiovasculares. Paralelamente, casos de contaminação de alimentos, preocupam os consumidores em relação à segurança dos alimentos e, contribuem na construção de novos padrões de consumo, que visam alimentos livres de contaminantes, mais naturais e procedentes de um sistema socialmente justo, em oposição ao industrializado.

Neste contexto de revalorização dos produtos artesanais rurais, a produção de queijo do Marajó, no Pará, tem sido fortalecida, aumentando sua procura e possibilitando a continuidade de sua produção. O queijo de búfala da Ilha de Marajó é considerado produto fruto de sistema familiar de produção, assegurado por meio da transmissão do conhecimento entre as gerações, com forte ligação com o território no qual é produzido e comercializado.

O modo de produção preserva aspectos tradicionais no que diz respeito à criação dos animais e no processamento do queijo. Este último, em sua maioria, produzido em pequenas queijarias próximas as propriedades (alguns produzidos nas cozinhas das casas), utilizando equipamentos simples, com pouco ou nenhuma automação, e ferramentas rústicas, como: a peneira de Jacitara (planta local), a colher de pau, mesas de madeira e papel manteiga na embalagem do produto. Embora considerados inadequados pelos órgãos de fiscalização, são considerados essenciais na garantia da qualidade do queijo. Portanto, seu uso é defendido pelos produtores que afirmam que a mudança afetaria sabor, textura e a qualidade final do produto, demonstrando modo de produção baseado no conhecimento tradicional e de movimento em preservá-lo e, assim, garantir as características que diferenciam o queijo do Marajó.

A tradição na produção e nos conhecimentos relacionados a essa prática são preservados pelos guardiões da região. Os guardiões são produtores que detêm tanto o conhecimento produtivo quanto elevada reputação na comunidade, adquiridos ao longo dos anos de experiência e prática na produção do queijo do Marajó, colaborando na conservação e no desenvolvimento de inovações e adaptações necessárias para melhorar a qualidade do produto final. Adaptações necessárias devido à intensificação da fiscalização sanitária na década de 1990, acarretando melhorias nas práticas de processamento do leite, da produção do queijo e na comercialização do produto. Entretanto, a fiscalização baseada em uma legislação de 1950, que defini normas para as etapas de produção, processamento e comercialização e exigi grandes estruturas e equipamentos, não leva em consideração o porte da produção e aspectos econômicos, sociais e culturais da pequena produção, incapacitando-a de se adequar e obter as liberações necessárias.

 Queijaria típica da região da Ilha do Marajó.  Acervo pessoal do autor.

Apesar da revalorização do rural ter elevado o debate sobre a legalização e reconhecimento de formas de produção tradicional e as novas legislações reconhecerem a importância da produção artesanal, as mesmas pouco discutem uma flexibilização de critérios que facilitariam a atuação e a participação do pequeno produtor no mercado formal. Realidade refletida nos números de queijarias registradas pelo órgão estadual de inspeção sanitária (ADEPARÁ). Das 39 unidades produtoras de queijo levantadas, apenas sete possuíam o registro do órgão, das quais apenas duas são queijarias de pequenos produtores.

Porém, vale destacar a importância da complexa rede social desenvolvida e mantida entre produtores e consumidores do queijo marajoara, especialmente diante de determinadas preferências tanto por produtos – considerados de melhor sabor, consistência e paladar -, quanto por produtores – devido às técnicas utilizadas e a uma qualidade apreciada pelos consumidores. Rede social que possibilita a formação de redes locais de comercialização, que em épocas de intensificação da fiscalização e apreensão de produtos, permite que os pequenos produtores continuem produzindo e comercializando sua produção, por meio do desenvolvimento de laços de confiança, na qualidade e na certeza de estarem consumindo produto que não gera riscos à saúde.

Entretanto, esse debate entre produção artesanal e fiscalização sanitária está longe de finalizada, considerando a recente aprovação do Decreto nº 9.918/2019, que reconhece as características únicas e o diferencial do produto artesanal e institui o selo ARTE, que identificará produtos com ou sem qualidade. Entretanto clarifica o significado de “Boas práticas de produção” e como o processo de fiscalização será conduzido, podendo, ou não, reproduzir ações atuais que impossibilitam a produção artesanal.

 

Elcio Costa do Nascimento – Zootecnista, Mestre em Agriculturas Familiares e Desenvolvimento Sustentável/NEAF/UFPA, Doutorando em Desenvolvimento Rural (PGDR), na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). E-mail: elcioncosta@gmail.com

ENTREGA DE PRÊMIOS DO CONCURSO O PAMPA E OS ANIMAIS

Ocorreu no dia 28/08 na Casa do Veterinário na Expointer, a cerimônia de entrega de Prêmios do Concurso de fotos O Pampa e os Animais. Estavam presentes representantes das entidades promotoras: Angela Escosteguy (Presidente do Instituto do Bem-Estar), Lizandra Dornelles (Presidente do CRMV-RS), Angélica Pinho (Vice-Presidente do CRMV-RS). Participaram Francisco Milanez (Presidente da Agapan), Lara Lutzenberger (Presidente da Fundação Gaia)  representando as entidades apoiadoras do evento, e o médico veterinário e escritor Alcy Cheuiche, padrinho da exposição.

O concurso recebeu mais de 180 fotos de 64 inscritos de todo o Rio Grande do Sul. O vencedor do concurso Luiz Felippe Wittmann recebeu os prêmios concedidos pela Fundação Gaia e IBEM. Os finalistas Adriano Becker e Jane Cassol também estiveram presentes.

Para Angela Escosteguy, o objetivo desta ação foi mostrar que o gado no Pampa convive em harmonia com os animais silvestres, não agride o ambiente, pelo contrário, fertiliza o solo enquanto as pastagens capturam e armazenam carbono.

Para ver as fotos vencedoras clique aqui.

Para ver as 30 finalistas cliquei aqui.

 

O PAMPA E OS ANIMAIS – REGULAMENTO

Objetivo

A ação tem o objetivo de chamar a atenção para a necessidade de preservar o bioma Pampa, destacando o papel da pecuária extensiva na fertilização do bioma e a preservação de centenas de animais silvestres que dependem de seus habitats para sobreviver.

 

Realização

Instituto do Bem-Estar – IBEM em conjunto com Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-RS), com apoio da |Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (AGAPAN) e da Fundação Gaia.

 

Público-alvo:

Médicos veterinários, zootecnistas, criadores, estudantes e público em geral.

 

Seleção

Cada participante poderá enviar ao IBEM até três (3) fotos relacionadas com o tema de animais no Pampa. Nas imagens deverão aparecer obrigatoriamente uma ou mais espécies de animais de produção (bovinos, ovinos, búfalos, cabras, porcos, aves, abelhas etc.) no Pampa. Serão aceitas imagens do Pampa de países vizinhos. É desejável que apareçam também animais silvestres.  Será dada preferência a fotos que evidenciem a convivência de animais de produção e animais silvestres.  Cada foto deve indicar o local onde foi feita.

Devem ser evitadas as fotos que contenham imagens dos autores ou pessoas que possam ser identificadas e marca de algum produto comercial. Se optar por incluir pessoas no material submetido, é de responsabilidade do participante a obtenção das autorizações necessárias dos indivíduos retratados, assim como o envio de cópia dessas autorizações para o e-mail ibemcomunica@gmail.com.

Para concorrer à seleção de fotos, o candidato deve preencher e encaminhar a ficha de inscrição e a declaração de cedência da imagem assinada, bem como a foto no formato correto (formato JPG, de 300 DPIs a 1MG de tamanho), com a localização onde foi feita, para o seguinte endereço: ibemcomunica@gmail.com.

 

Avaliação

A comissão julgadora será formada por Angela Escosteguy (sócia-fundadora e presidente do Ibem), Amanda Porterolla (jornalista e designer gráfico do CRMV-RS), Francisco Milanez (presidente da Agapan), Lara Lutzenberger (presidente da Fundação Gaia) e Fredy Vieira (fotógrafo).

As imagens serão avaliadas por sua originalidade, excelência técnica, composição e impacto global em relação ao objetivo da exposição e mérito artístico. Serão considerados também:

– a beleza da paisagem/espécie fotografada;

–  a importância do registro da imagem para demonstrar a interação dos animais no Pampa e sua importância para a preservação da sua biodiversidade;

– a originalidade da fotografia.

 

Resultados

O resultado será divulgado até o dia 05/08/2019. Serão escolhidas até 30 fotos que serão exibidas na galeria online do IBEM, não cabendo aos autores das imagens qualquer recurso que venha a se interpor a esta decisão.

O resultado será divulgado até o dia 5 de agosto. Serão escolhidas até 30 fotos e os finalistas terão suas fotos exibidas em uma mostra on-line no Portal Animais Ecológicos (www.ibem.bio.br), que terá uma galeria virtual. As 10 primeiras colocadas serão expostas na Casa do Médico Veterinário, no parque Assis Brasil, em Esteio, durante a realização da Expointer, de 24 de agosto a 1º de setembro.

 

Premiação

Primeiro lugar

  • 3 pernoites com café da manhã  para casal no Rincão Gaia
  • desconto de 50 % em um curso do IBEM

Segundo lugar

  • 2 pernoites com café da manhã  para casal no Rincão Gaia
  • desconto de 40 % em um curso do IBEM

Terceiro lugar

  • 1 pernoites com café da manhã  para casal no Rincão Gaia
  • desconto de 30 % em um curso do IBEM

Os prêmios são intransferíveis e não podem ser convertidos em dinheiro.

 

Como participar:

Para participar o candidato deverá:

  • Enviar a ficha de inscrição (disponível aqui) com o preenchimento de todos os campos solicitados até o dia 26/07/2019: dados pessoais do autor, título de cada foto, localização e data de quando foi tirada (ao menos aproximada).
  • Enviar até 3 fotos no formato jpeg, com tamanho de 300 DPIs a 1 MG para o e-mail ibemcomunica@gmail.com.
  • As imagens não devem conter marca d’água, assinatura ou qualquer indicação do autor.
  • Os arquivos das fotos deverão ser identificados individualmente cada um contendo o NOME DO AUTOR e número  de 1 a 3, se for o caso. Por exemplo: “João Silva – Foto 1”, “João Silva – Foto 2” e “João Silva – Foto 3”.
  • Todas as fotos enviadas ficarão no acervo de fotos do IBEM e poderão ser utilizadas posteriormente pelos promotores do concurso, em qualquer forma, tempo ou lugar, sem obrigação de cachês, taxas ou direitos para os autores.
  • A participação no concurso implica no conhecimento e na aceitação, pelo candidato, de todas as disposições deste regulamento.

 

Cronograma:

. Lançamento do Concurso em 11/06;

. Recebimento de fotos até 25/07;

. Seleção e avaliação até 5/08;

. Início da mostra online 06/08.

. Exposição das 10 melhores fotos na Expointer 24/08 a 01/09.

A suas fotos nos ajudarão a proteger o Pampa, a pecuária, os animais silvestres, as plantas e as pessoas que nele habitam. Agradecemos por ajudar a promover nossa missão por meio de sua(s) foto(s)

 

CONCURSO E MOSTRA DE FOTOS PARA CAMPANHA O PAMPA E OS ANIMAIS

Concurso e mostra de fotos promove a valorização do Pampa, da pecuária e dos animais silvestres

Iniciativa do IBEM e CRMV-RS é realizada em parceria com a Agapan e a Fundação Gaia

Para chamar a atenção para a necessidade de proteger o bioma Pampa, atualmente com cerca de 40% de sua área nativa preservada, o Instituto do Bem-Estar (IBEM) e o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul (CRMV-RS) promovem o concurso e mostra fotográfica “O Pampa e os animais”, com apoio da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) e da Fundação Gaia. A mostra busca contribuir para a preservação do homem no campo e da cultura dos gaúchos.

Podem concorrer ao concurso médicos veterinários, zootecnistas, técnicos, criadores e público em geral. Serão aceitas imagens do Pampa brasileiro e de outro s países, mostrando preferencialmente animais de produção em convivência com animais silvestres.

Como participar

As inscrições são gratuitas e devem ser efetuadas com o preenchimento da ficha de inscrição disponível abaixo e no  e deve ser enviada, juntamente com as fotos, para o e-mail ibemcomunica@gmail.com até 25 de julho. Cada participante poderá enviar até três fotos, conforme o regulamento, que pode ser conferido no link abaixo.

Regulamento clique aqui

Ficha de inscrição clique aqui 

 

Resultados e Mostra

O resultado será divulgado até o dia 5 de agosto. Serão escolhidas até 30 fotos e os finalistas terão suas fotos exibidas em uma mostra on-line no Portal Animais Ecológicos (www.ibem.bio.br), que terá uma galeria virtual. As 10 primeiras colocadas serão expostas na Casa do Médico Veterinário, no parque Assis Brasil, em Esteio, durante a realização da Expointer, de 24 de agosto a 1º de setembro.

Premiação

A comissão julgadora será formada por Angela Escosteguy (sócia-fundadora e presidente do IBEM), Amanda Porterolla (jornalista e designer gráfico do CRMV-RS), Francisco Milanez (presidente da Agapan), Lara Lutzenberger (presidente da Fundação Gaia) e Fredy Vieira (fotógrafo).

Os vencedores receberão as seguintes premiações:

Primeiro lugar

  • 3 pernoites com café da manhã  para casal no Rincão Gaia
  • desconto de 50 % em um curso do IBEM

Segundo lugar

  • 2 pernoites com café da manhã  para casal no Rincão Gaia
  • desconto de 40 % em um curso do IBEM

Terceiro lugar

  • 1 pernoite com café da manhã para casal no Rincão Gaia
  • desconto de 30 % em um curso do IBEM

A iniciativa integra as atividades relacionadas com o mês do meio ambiente e objetiva destacar que o bioma gaúcho é originalmente herbáceo, ou seja, pastoril. A pecuária se estabeleceu no Rio Grande do Sul sem a necessidade de derrubar árvores porque o pasto já fazia parte natural do bioma. Assim, o concurso objetiva evidenciar o papel da pecuária extensiva bem manejada, que reduz impactos ambientais ao fertilizar e melhorar a estrutura do solo e das pastagens. Desta forma, colabora com uma série de serviços ecossistêmicos tais como o sequestro de carbono pela fotossíntese das pastagens, melhora da infiltração da água e a recarga dos aqüíferos e a polinização, entre outros benefícios. Com isso, garante o habitat e a qualidade de vida de centenas de vegetais e animais silvestres que dependem deste bioma para sobreviver.

Além disso, o gado criado em pastagens extensivas tem excelente qualidade de vida: os animais andam soltos ao ar livre, em grupos familiares, com terneiros mamando nas suas mães por vários meses. Por poderem selecionar uma dieta muito diversificada, produzem carne e leite com alto valor nutricional com relação de ácidos graxos similar a alguns peixes, alta proporção de CLA (ácido linoleico conjugado) e elevada composição de minerais e vitaminas.

Regulamento clique aqui

Ficha de inscrição clique aqui 

 

IBEM SOLIDÁRIO

No dia 19 de maio a equipe do IBEM participou de uma programação muito especial:  distribuir doações.

Primeiro na sede do Projeto Vó Chica, na Vila Safira, que fica na casa do Coordenador Claudio Roberto Vó Chicae sua mãe, Dona Alzira. Foram doados computadores para auxiliar no projeto.  Nossa agradecimento especial ao Thiago e Douglas, da Rhaiters Informática que de forma voluntária arrumaram , reformataram e instalaram programas nos computadores doados.

Em segundo lugar a equipe levou doações para o Brechocão, na Redenção, organizado por  Gelcira Teles. O Brechocão tem o objetivo de arrecadar verba para auxiliar no acolhimento de animais de rua. 

A equipe do IBEM fica muito feliz em ajudar quem ajuda.

IBEM SOLIDÁRIO

No dia 23 de fevereiro ocorreu a entrega do material escolar da campanha organizada pelo Projeto Vó Chica. Pelo terceiro ano a equipe do  IBEM colaborou com a arrecadação de material escolar e se sente feliz por fazer parte desta iniciativa.  A arrecadação solidária, acontece a mais de 8 anos é organizada por voluntários do Projeto Vó Chica.

Angela Escosteguy, diretora do IBEM afirma que “Nos sentimos felizes por participar e dar a nossa modesta contribuição para apoiar o sonho de crianças da Vila com menor índice de desenvolvimento da região. Conseguimos reunir e entregar kits com mochilas, livros e livretos”.

Com a colaboração de muitos voluntários, e não apenas do IBEM, em 2019 a arrecadação do Projeto Vó Chica beneficiou cerca de 1.700 crianças. A equipe do IBEM agradece aos amigos, colegas e parceiros que colaboraram com a campanha.

PRÊMIO PECUÁRIA ORGÂNICA 2015

Muitas atividades no II Seminário Brasileiro de Pecuária Orgânica ocorrido durante o 42º Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária, em Curitiba/PR.

No sábado vistoria dos pôsteres dos finalistas ao Prêmio Pecuária Orgânica. No domingo pela manhã visita à CPRA – Centro Paranaense de Referência em Agroecologia. Apesar da chuva o aprendizado foi grande. Domingo à tarde foi a divulgação dos finalistas e entregue dos Prêmios e na segunda-feira durante todo o dia ocorreram palestras e mesas redondas . Para finalizar, reunião da VET.Org- Comissão de Pecuária orgânica da Sociedade Brasileira de M. Veterinária e inclusão de 5 novos membros.

 

Poster que recebeu o primeiro lugar no Prêmio Pecuária Orgânica, concedido pela VET.ORG – Comissão de Pecuária Orgânica da SBMV. O trabalho foi realizado na Universidade Universidade do Contestado, Canoinhas/SC.
Na foto Angela Escosteguy, Presidente da VET.ORG, Manoela Brückheimer da Silva e Eduardo Alexandre de Oliveira, autores do trabalho e Vicente Dias, membro da VET.ORG.

Trabalho da Universidade Federal Rural da Amazônia, Belém/PA que recebeu Menção Honrosa no Prêmio pecuária Orgânica.
Autores: Gessiane Pereira da Silva, Brenda de Souza Assunção, Lucas Mota Sousa, Heloise Karine Rolim de Souza, Jean Caio Figueiredo de Almeida e Edwana Mara Moreira Monteiro.

PRÊMIO PECUÁRIA ORGÂNICA 2014

Em setembro de 2014, o IBEM, em parceria com a VET.ORG, organizou o Prêmio Pecuária Orgânica. O prêmio foi entregue no 41° Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária, ocorrido em Gramado, RS.

A Premiação selecionou os cinco trabalhos que melhor contribuíram para o desenvolvimento dos sistemas orgânicos de produção animal e áreas relacionadas entre os 1.005 posters inscritos no Congresso. A cerimônia de entrega dos prêmios ocorreu no último sábado.

O primeiro colocado testou o efeito antibacteriano de extratos da arueira vermelha (Schinus terebinthifolius Raddi) para uso na antissepsia de tetos pré e pós-ordenha, em bovinos. Os autores foram Ângela Faccin, Diane Bender Almeida Schiavon, Carolina Lambrecht Gonçalves, Lisiane Ferreira Lessa, Bianca Conrad Bohm, Marília da Silva Carvalho, Tássia Gomes Guimarães, Luíz Filipe Damé Schuch.

Apoiaram a iniciativa as empresas Real H – Nutrição e Saúde Animal, a Revista A Hora Veterinária, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC) e as ONGS World Animal Protection (WAP), a Humane Society International (HSI) e o Instituto do Bem-Estar (IBEM). Na foto, os autores premiados e os integrantes da VET.ORG.Seguem os vencedores.

1º Lugar: UTILIZAÇÃO DE SCHINUS TEREBINTHIFOLIUS RADDI (arueira vermelha) NA ANTISSEPSIA DO TETO PRÉ E PÓS-ORDENHA EM BOVINOS – Faculdade de Veterinária , Universidade Federal de Pelotas – UFPEL.
Autores: Ângela Faccin, Diane Bender Almeida Schiavon, Carolina Lambrecht Gonçalves, Lisiane Ferreira Lessa, Bianca Conrad Bohm, Marília da Silva Carvalho, Tássia Gomes Guimarães, Luíz Filipe Damé Schuch.

2º Lugar: ÁCIDOS GRAXOS E TEOR DE CLA EM LEITE ORGÂNICO PASTEURIZADO DO RS
Universidade Federal de Santa Maria – UFSM.
Autores: Vanusa Granella, Giane Magrini Pigatto, Mariana Ercolani Novack, Joseane de Oliveira Mozzaquatro, José Laerte Nörnberg, Ijoni Costabeber.

3º Lugar: EFEITO DA INFORMAÇÃO SOBRE SUSTENTABILIDADE NA ACEITAÇÃO DOS CONSUMIDORES AO CAMARÃO DULCÍCOLA – Universidade Federal Fluminense (UFF).
Autores: Julia Siqueira Simões, Eliane Teixeira Mársico, Adriano Gomes da Cruz, Ariane Vasconcellos de Alcântara, Carlos Adam Conte-Junior, , Laís Higino Doro, Mônica Queiroz de Freitasa.

Menção Honrosa: ADIÇÃO DE FITOTERÁPICO NA ALIMENTAÇÃO DE POEDEIRAS COMERCIAIS
Universidade de Marília – UNIMAR
Autores: Bianca Akemi Nagayoshi, Carlo Rossi del Carratore, João Pedro Ribeiro Bellei, Sérgio Kenji Kakimoto
Menção Honrosa: AÇÃO ANTI-HELMÍNTICA DOS INFUSOS DE CAPIM SANTO E JENIPAPO EM OVINOS NATURALMENTE PARASITADOS – Instituto Agronômico de Pernambuco – IPA.
Autores: Patricia Gallindo Carrazzoni, Fernando Tenório Filho, Ivanise Maria de Santana, Maria Aparecida da Glória Faustino.

RELATÓRIO IBEM 2018

Conheça as atividades realizadas pelo IBEM em 2018.

Agradecemos a todos que participaram e tornaram tudo isso possível.